Você sabia que existem mais de 370 milhões de indígenas espalhados pelo mundo — e que muitos deles ainda lutam para ter seus direitos básicos reconhecidos?
Todo ano, em 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas nos lembra exatamente isso: que a inclusão desses povos na sociedade ainda é uma batalha em curso.
Mas a data tem dois objetivos que se completam.
O primeiro é garantir a preservação da cultura tradicional de cada povo como fonte primordial de identidade.
O segundo é prestar homenagem às contribuições culturais e sabedorias milenares transmitidas a civilizações do mundo inteiro.
Ou seja — sem esses povos, a humanidade seria culturalmente mais pobre.
O Brasil tem um contexto importante aqui.
Pelo censo demográfico de 2010, mais de 800 mil indígenas vivem no país, distribuídos em aproximadamente 305 etnias e cerca de 274 idiomas.
Poucos países no mundo chegam perto dessa diversidade.
Uma população expressiva — e que precisa ser ouvida, respeitada e preservada.
A UNESCO criou a data em 23 de dezembro de 1994 (resolução 49/214), e a primeira comemoração veio em 9 de agosto de 1995.
Aquilo marcou o início de uma jornada que ainda está longe do fim: a primeira década internacional dos indígenas durou de 1995 a 2004, mas foi só o começo.
Em 2007, durante a segunda década internacional, foi aprovada a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.
Os principais pontos:
Além do Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Brasil também comemora o Dia do Índio em 19 de abril.
Mas conhecer as datas não basta — o verdadeiro tributo é entender a história e agir para que os direitos desses povos deixem de ser pauta e se tornem realidade.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: