Você sabia que o número 3108 pode ser lido como "blog"? Pois é — 31º dia do 8º mês. Foi essa sacada que deu origem ao Blog Day, comemorado todo 31 de agosto. A ideia surgiu por volta de 2005, sem um autor definido, e ganhou até reconhecimento oficial no Rio de Janeiro como "Dia Estadual do Blogueiro". Mas, na prática, a data nunca pegou de verdade na blogosfera mundial.
A proposta original era simples: nesse dia, cada blogueiro recomendaria 5 blogs que considerasse interessantes, com uma breve descrição e o link de cada um. O detalhe? Os blogs recomendados deveriam ser diferentes do seu nicho, da sua visão de mundo, da sua cultura. A celebração era sobre diversidade. E ainda tinha um toque gentil: você deveria avisar os blogueiros indicados e felicitá-los pela data.
Mas afinal, o que faz de alguém um blogueiro? Na prática, é qualquer pessoa que produz conteúdo na internet — textos, imagens, vídeos, gráficos, tudo isso junto ou separado. Todo dia surgem publicações novas, e esses criadores vêm ganhando cada vez mais relevância como formadores de opinião. A atividade cresce a cada ano porque as formas de divulgação evoluem, facilitam o acesso às publicações e ampliam o alcance do público por blogueiro.
As páginas na web funcionam, de certa forma, como uma biblioteca digital — ideias desenvolvidas e aprofundadas sobre assuntos que atravessam os mais variados campos do conhecimento. Ou seja, blogs também são ferramentas de educação e cultura. E isso não é pouca coisa.
Blog — ou blogue, se preferir — vem da contração de weblog, algo como "diário da rede". Por isso a estrutura é a que você já conhece: artigos ou posts organizados do mais recente para o mais antigo, com atualização rápida e constante. Pode ser escrito por uma ou várias pessoas, dependendo da política de cada blog. Alguns focam em comentários e notícias sobre um assunto específico. Outros funcionam mais como diários online.
Um blog típico combina texto, imagens e links para outros blogs, páginas da web e mídias relacionadas ao tema. A possibilidade de leitores deixarem comentários — interagindo com o autor e com outros leitores — é uma das características mais importantes desse formato.
Alguns sistemas de criação de blogs são bem atrativos pelas facilidades que oferecem. Disponibilizam ferramentas próprias que dispensam conhecimento de HTML (HyperText Markup Language), a linguagem usada para gerar páginas na internet. A maioria dos blogs é primariamente textual, mas uma parte se dedica a temas exclusivos como arte, fotografia, vídeos, música ou áudio, formando uma ampla rede de mídias sociais. Existe ainda o microblogging — blogs com textos curtos, como o Twitter.
Já parou para pensar no tamanho da blogosfera? Em 1999, existiam menos de 50 blogs. No final de 2000, já eram alguns milhares. Menos de 3 anos depois, os números saltaram para algo entre 2,5 e 4 milhões. O crescimento foi absurdo. Em 2007, o motor de busca Technorati rastreou mais de 112 milhões de blogs, com uma estimativa de cerca de 120 mil novos blogs criados por dia, segundo o estudo State of Blogosphere.
Com o videoblog, a palavra "blog" ganhou um significado ainda mais amplo — qualquer tipo de mídia onde alguém expressa sua opinião ou discorre sobre um assunto qualquer.
Se você acha que blog sempre foi como é hoje, vale lembrar: os primeiros eram basicamente diários online, onde pessoas compartilhavam o dia a dia. E a atualização? Era feita manualmente, direto no código da página. Nada prático. As ferramentas que facilitaram a produção e manutenção de artigos postados em ordem cronológica ajudaram muito na popularização do formato. Isso levou ao aperfeiçoamento de ferramentas e hospedagem específicas para blogs.
Mas antes do blog se tornar o que é hoje, já existiam vários formatos de comunidades digitais: Usenet, serviços comerciais como GEnie, BiX e CompuServe, além de listas de discussão e o BBS (Bulletin Board System). Em 1990, softwares de fórum como o WebEx criaram os diálogos via tópicos ou threads.
O termo weblog foi criado em 17 de dezembro de 1997 pelo blogueiro norte-americano Jorn Barger, editor do "Robot Wisdom". A abreviação blog veio de Peter Merholz, especialista norte-americano em experiência do usuário, que desmembrou weblog para formar a frase "we blog" ("nós blogamos") na barra lateral do seu blog, por volta de abril ou maio de 1999.
Pouco tempo depois, Evan Williams, programador e empreendedor da internet no Pyra Labs, passou a usar blog como substantivo e verbo ("to blog" — "blogar", no sentido de editar ou postar em um weblog). Ele aplicou o termo blogger ao serviço Blogger, da Pyra Labs, o que popularizou de vez essas palavras.
No início de 2000, o Blogger trouxe uma inovação que mudou o perfil dos blogs: o permalink (ligação permanente). Cada publicação ganhava uma URL fixa, sempre disponível para acesso e cópia. Antes disso, recuperar posts antigos só era possível pela navegação livre ou cronológica. O permalink permitiu que blogueiros referenciassem publicações específicas em qualquer blog.
Logo depois, hackers criaram programas de comentários para sistemas de publicação que ainda não ofereciam essa funcionalidade. Comentar em blogs mudou tudo — de repente, qualquer leitor podia virar escritor também. E isso transformou a internet.
Existem diversos tipos de blogs, mas dá para organizar em três grandes categorias. Veja qual faz mais sentido para você:
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