Juliana Magave de Souza trouxe 339 vidas ao mundo com as próprias mãos.
Nascida em 20 de janeiro de 1908, em Macapá, ela era parteira — ou aparadoura, como também eram chamadas — e virou uma das mulheres mais conceituadas da cidade.
Foi a partir dessa história que o Amapá passou a homenagear as parteiras tradicionais nessa mesma data.
A Lei Nº 13.100, de 27 de janeiro de 2015, instituiu o Dia Nacional da Parteira Tradicional em 20 de janeiro, transformando o que era uma celebração estadual em data reconhecida em todo o Brasil.
No país inteiro, parteiras tradicionais conduzem cerca de 450.000 partos por ano, nos recantos mais distantes do Brasil.
Elas atendem gestantes, parturientes, puérperas, recém-nascidos e familiares.
Não é só saúde física — é presença, escuta e vínculo com a comunidade.
Mas a função vai além do parto em si.
A parteira precisa agir com autonomia: acompanhar a gestação, conduzir o parto normal e, quando o risco aparece, encaminhar para centros especializados.
Em muitas regiões do Brasil, essa mulher não é uma opção — é o único recurso de saúde disponível. Sem ela, não há parto seguro.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: