Dia Mundial do Queijo 2026

Data Comemorativa
Dia Mundial do Queijo 2026 já passou 20 de Janeiro de 2026 | Terça-feira
Próximo Dia Mundial do Queijo 20 de Janeiro de 2027 | Quarta-feira
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Sobre Dia Mundial do Queijo

Para o mineiro, todo dia é dia de queijo.

O Dia Mundial do Queijo tem data no calendário, mas Minas carrega no queijo muito mais do que tradição: é emprego, identidade e projeção internacional.

Os motivos para celebrar — com café coado na hora, doce de leite, uma cachacinha ou um bom vinho produzido em Minas, especialmente na safra de inverno — nunca faltam.

E há razão de sobra.

Mas você sabe o tamanho real dessa fatia no mapa leiteiro do país? Minas Gerais tem a maior bacia leiteira do Brasil.

Em 2020, foram 9,7 bilhões de litros produzidos, o equivalente a 27% de todo o leite gerado no país, segundo o IBGE.

O volume supera o total destinado à fabricação de queijos em todo o território nacional, de 8,7 bilhões de litros.

Ou seja, Minas produz mais leite do que o Brasil inteiro usa para fazer queijo.

São 30 mil produtores rurais no estado, responsáveis por 85 mil toneladas de queijos artesanais por ano, conforme estimativa da Emater-MG.

Porém, a indústria também pesa: o Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg) conta com 156 associados em todas as regiões, e essas indústrias processam 85% do leite inspecionado no estado.

As estimativas do Silemg apontam ainda 216 mil fazendas produtoras de leite e um milhão de empregos gerados por toda a cadeia leiteira.

Do total de 1,2 milhão de toneladas de queijo produzidas no Brasil em 2020, cerca de 40% têm Minas como origem.

As exportações brasileiras chegaram a 76 milhões de dólares no mesmo ano.

Quase metade do queijo do país nasce ali.

A secretária de Agricultura, Ana Valentini, vê perspectivas ainda mais promissoras.

"Temos programas de melhoramento genético de rebanhos, de recuperação de pastagens e de valorização dos queijos artesanais.

Também é importante lembrar as pesquisas na área de laticínios com o nosso Instituto Cândido Tostes, vinculado à Epamig.

Com isso, a expectativa é de que a produção de leite e derivados cresça muito no estado durante os próximos anos", explica.

Novidades do setor

Para as comemorações, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas anuncia duas novidades.

A primeira é a caracterização da região de Diamantina como produtora de Queijo Minas Artesanal (QMA).

O levantamento histórico e produtivo regional foi realizado pela Emater-MG e o processo, já em tramitação na Seapa, segue para avaliação final e publicação pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Minas já conta com oito regiões caracterizadas como produtoras de QMA: Araxá, Campos das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro, Triângulo Mineiro e Serras da Ibitipoca.

Além disso, há cinco regiões produtoras de outros tipos de queijos artesanais — Vale do Jequitinhonha, Vale do Suaçuí, Alagoa, Serra Geral (Norte de Minas) e Mantiqueira de Minas.

Dos 30 mil produtores do estado, a Emater-MG estima que 9 mil estejam nas regiões já caracterizadas.

Campeões de Minas

A segunda novidade é a série de vídeos "Campeões de Minas", com episódios semanais nas redes sociais da Secretaria de Agricultura, lançada como parte das comemorações do Dia Mundial do Queijo.

Nela, são apresentadas as histórias de produtores que conquistaram medalha de ouro no Araxá International Cheese Awards, concurso realizado durante a ExpoQueijo 2021, em novembro, no Triângulo Mineiro.

Das 118 premiações distribuídas e mais de 800 queijos participantes, 66 medalhas foram para Minas — sendo 22 de ouro.

A região de Alagoa liderou com 12 condecorações, seguida pela Mantiqueira (9), Araxá (7), Canastra (6) e Serro (5).

São Paulo ficou em segundo lugar no ranking de estados brasileiros, com 19 premiações e cinco de ouro.

O primeiro episódio traz a história de Sandra Oliveira, de Araguari, município do Triângulo Mineiro com cerca de 120 mil habitantes.

O queijo da queijaria que leva seu sobrenome foi o grande vencedor na categoria queijo de vaca, leite cru, com tratamento da coalhada crua, meia cura (30 a 60 dias) e casca lisa.

"É muito gratificante, eu me sinto realizada em fazer o queijo, ainda mais agora sendo reconhecida.

Falo assim que, para mim, é uma terapia que eu faço.

O dia que eu não faço queijo, no domingo, eu tenho que ir lá de manhã, ir lá à tarde, olhar como está a carinha deles", conta Sandra.

Trinta anos de queijo

Mas orgulho não é o único ingrediente dessa história.

A produção mineira é fonte de emprego, renda e oportunidade no campo — por isso cada queijaria que cresce carrega muito mais do que tradição.

Maria Elena Oliveira, de Monte Carmelo — município com aproximadamente 50 mil habitantes na região do Alto Paranaíba — sabe bem disso.

Há cerca de 30 anos, começou a produzir queijo ao lado do marido, Jales Clemente.

"O básico mesmo é tradição da família dele, mas nós fizemos vários cursos, por exemplo, da Emater-MG, que são muito bons.

Antes da pandemia, eu viajei, conheci queijarias.

Tudo o que a gente fica sabendo, agrega", lembra a produtora.

Com dedicação, foco e orientação adequada, a marca da família — batizada com o nome de Luana, filha do casal — conquistou a primeira certificação do IMA em 2011.

A partir daí, os produtos saíram da informalidade e chegaram às prateleiras de Uberlândia e Belo Horizonte.

Mais recentemente, veio o Selo Arte do IMA.

Hoje, o queijo Luana é comercializado em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia e Brasília.

"Depois disso, ninguém segura a gente", brinca Maria Elena.

Olhar internacional

Ela tem razão — e se alguém ainda duvidava, o mundo já não duvida.

Os olhos internacionais estão virados para o queijo mineiro.

O modo de fazer do queijo-minas artesanal é reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural Nacional (Iphan), e o estado vem se destacando em diversos prêmios internacionais pela excelência e qualidade.

Em 2021, 40 produtores mineiros voltaram com medalhas de um concurso na França.

Johne Santos Castro, de Vargem Bonita — município da região da Canastra com cerca de 4,5 mil habitantes — trouxe duas condecorações de bronze e uma de ouro, conquistada pelo Sinhana Mons Crémeux, exemplar de pasta mole e sabor encorpado.

"Nossa tradição queijeira começou com meus avós, há 72 anos, e a marca Queijo do Johne existe faz mais de uma década.

Mas eu falo que, na verdade, esses prêmios não são nossos.

Toda a região ganha, porque temos várias culturas de queijo na Canastra e até mesmo no Brasil.

Isso leva o nome do país para o mundo — e mostra que apoiar o produtor artesanal é apostar no que o Brasil tem de melhor.

Da próxima vez que você comprar um queijo mineiro, lembre que por trás daquele sabor existe uma história de décadas, família e dedicação."

Perguntas Frequentes

Dia Mundial do Queijo em 2026 foi em 20 de Janeiro de 2026 (Terça-feira) e já passou. A próxima Dia Mundial do Queijo será em 20 de Janeiro de 2027 (Quarta-feira).

Dia Mundial do Queijo é data comemorativa no Brasil.

Para o mineiro, todo dia é dia de queijo. O Dia Mundial do Queijo tem data no calendário, mas Minas carrega no queijo muito mais do que tradição: é emprego, identidade e projeção internacional.

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