5 de março. Essa data pertence a Heitor Villa-Lobos.
Mas você sabe por que o Brasil escolheu exatamente esse dia para celebrar a música clássica?
O Dia Nacional da Música Clássica é comemorado todo ano nessa data — e a escolha não é coincidência.
É o aniversário de nascimento do maestro e compositor, que veio ao mundo em 5 de março de 1887.
A data foi instituída por decreto em 2009, mas não surgiu do nada: nasceu do Dia Estadual da Música Clássica do Rio de Janeiro, que já reconhecia a importância desse momento.
Compositor de violoncelo, violão e piano, Villa-Lobos fez algo que ninguém havia conseguido antes: encontrou uma linguagem genuinamente brasileira dentro da música erudita.
Ele pegou o Nordeste, a Amazônia e o samba e os transformou em partituras de concerto — e funcionou.
É considerado o maior expoente da música clássica do modernismo no Brasil, por isso não foi por acaso que em 1922 ele marcou presença na Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo.
Villa-Lobos morreu em 17 de novembro de 1959, mas sua obra monumental só ganhou o reconhecimento internacional que merecia depois — graças ao trabalho de Arminda Neves d'Almeida, a Mindinha.
Ex-aluna e segunda esposa do compositor, foi ela quem divulgou o legado do artista ao mundo, principalmente na França e nos Estados Unidos.
Se hoje Villa-Lobos é referência global, parte dessa história passa por ela.
Vale conhecer o trabalho de Mindinha tanto quanto o do próprio maestro.
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