Você já parou pra pensar que pode estar perdendo a visão agora mesmo — sem dor, sem sintomas óbvios, sem aviso nenhum? Quando você percebe, o estrago já está feito. É o glaucoma, e não é à toa que chamam ele de ladrão sorrateiro da visão.
O Dia Mundial do Glaucoma, celebrado em 12 de março, nasceu de uma iniciativa conjunta da WGA (Associação Mundial do Glaucoma) e da WGPA (Associação Mundial de Pacientes com Glaucoma), e faz parte das ações da Semana Mundial do Glaucoma. O objetivo é um só: alertar as pessoas sobre uma doença que, apesar de benigna quando detectada cedo, causa cegueira irreversível se ignorada.
O olho produz um líquido chamado humor aquoso, que circula na parte anterior do globo ocular. O problema começa quando esse líquido encontra um obstáculo no caminho — seja por produção excessiva, seja por falha na drenagem. Ou seja, o líquido se acumula onde não deveria. O resultado? A pressão intraocular sobe. E pressão alta dentro do olho comprime e mata as células nervosas responsáveis pela visão, danificando o nervo óptico de forma irreparável. Sem esse nervo, não existe visão. Simples assim.
O mais comum é o glaucoma crônico (de ângulo aberto). Por ser uma doença degenerativa ligada à idade, ele avança de forma lenta e progressiva. A pessoa vai perdendo a visão periférica — a lateral — sem perceber. É o que chamam de visão tubular. Na grande maioria dos casos, os sintomas passam despercebidos até que as perdas no campo visual já sejam bastante comprometedoras. Por isso é uma das principais causas de cegueira irreversível.
Mas existem outros tipos:
O glaucoma não é exclusividade de adultos. Crianças podem desenvolver glaucoma congênito de evolução tardia — que aparece já nos primeiros anos de vida — ou glaucoma juvenil, que surge por volta dos 4 ou 5 anos. E o pior: a doença não dá sinais fáceis de perceber nos pequenos. O problema é que a doença não manifesta sintomas fáceis de perceber nos pequenos. Mesmo assim, o dano ao nervo óptico acontece — e pode levar a dificuldades visuais sérias e, nos casos mais graves, à cegueira. Por isso, o acompanhamento oftalmológico desde cedo não é exagero. É necessidade.
Fontes:Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: