Treze de março. No Paraná, essa data tem lei.
Mas antes de ser lei, ela tinha um problema real por trás: a maioria das pessoas descobre que tem doença renal quando o estrago já está feito.
A lei diz o que precisa acontecer: nesse dia, as Secretarias de Saúde e de Educação do Paraná devem promover atividades de conscientização para que exames simples — urina e creatinina no sangue — entrem no check-up de rotina das pessoas.
A diferença no diagnóstico pode ser enorme.
A iniciativa paranaense surgiu em apoio ao Dia Mundial do Rim, comemorado toda segunda quinta-feira de março.
A mobilização é global — coordenada desde 2005 pela Sociedade Internacional de Nefrologia e pela Federação Internacional de Fundações do Rim — com um propósito direto: alertar a população sobre os riscos das doenças renais.
Os sintomas existem.
Anemia, diminuição do volume de urina, muita espuma na urina, vômitos, soluços persistentes, inchaço, indícios de infecção urinária, palidez e fraqueza.
O problema é que quando esses sinais aparecem, o quadro já costuma estar avançado. Ou seja: o corpo avisa tarde.
E aí o tratamento fica mais difícil, mais caro e mais sofrido.
Nem toda doença renal começa grave.
Mas a maioria pode se tornar irreversível quando ignorada por tempo demais.
Por isso a conscientização não é papo de médico — é papo de qualquer pessoa que quer envelhecer com saúde.
A detecção pode ser simples.
Um exame de sangue para dosagem de creatinina já dá uma pista importante: quando há excesso dessa substância no organismo, é sinal de que os rins não estão dando conta do trabalho.
Pense nos rins como filtros — quando o filtro entope, o lixo fica. Ou seja, um exame de rotina pode mudar completamente o rumo do diagnóstico.
Você já fez o seu este ano?
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: