Você sabe o que aconteceu em 9 de março? Essa é a data que o Distrito Federal reservou para homenagear quem calça o tênis e vai pro asfalto.
A Lei Nº 5.298, de 2014, oficializou o Dia do Corredor de Rua — mas, como quase sempre, a história por trás da escolha é bem mais interessante que o texto da lei.
Adeílton de Medeiros Cavalcante nasceu em 9 de março de 1950, em São Bento, na Paraíba.
Saiu de lá ainda jovem, rumo a uma Brasília que mal existia.
A capital estava em construção, e ele decidiu fincar raiz ali.
Correu a vida inteira. Praticante assíduo, incentivador incansável.
Porém, Adeílton não ficou só na corrida em si — ele se tornou presidente do Clube de Corredores de Rua do Distrito Federal e botou a mão na massa como organizador de provas.
E organizador bom, diga-se.
Provas no DF, no Centro-Oeste, em várias regiões do Brasil.
O trabalho dele ia além de montar corrida.
Adeílton ajudou a levar corredores brasilienses para competições de peso: a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, a Volta Internacional da Pampulha em Belo Horizonte, a Corrida Internacional de São Silvestre em São Paulo e até a Maratona de Nova Iorque.
Organizava excursões, resolvia a logística, abria portas.
Na prática, era o cara que fazia acontecer.
Competência e profissionalismo — quem conviveu com ele reconhecia as duas coisas.
Adeílton valorizava o corredor de rua como atleta de verdade, num tempo em que ninguém olhava pro corredor amador e pensava: 'isso aí é atleta'.
Ou seja, ele enxergava o que poucos enxergavam.
Morreu de ataque cardíaco aos 56 anos.
Pensa na ironia: um sujeito acostumado a correr longas distâncias, levado por uma parada no coração.
A data de nascimento dele virou, então, o marco oficial para lembrar de todos os corredores de rua do Distrito Federal. Justo.
E se você corre pelas ruas do DF, saiba que esse dia também é seu.
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