Albert Einstein nasceu em 14 de março de 1879. Prematuro.
Numa época em que sobreviver sem sequelas, nessas condições, era muito mais difícil do que hoje — e ele conseguiu.
Quantos outros bebês prematuros carregaram um potencial que o mundo nunca chegou a conhecer, simplesmente por falta de cuidado?
Por isso a data não foi escolhida por acaso.
Os estados do Mato Grosso e de São Paulo instituíram o Dia de Atenção ao Prematuro em 14 de março, marcando o nascimento do físico que se tornaria uma das maiores personalidades do século XX.
A comemoração conta com o apoio do Grupo de Apoio ao Prematuro "Viver e Sorrir", de São Paulo — e está prevista em lei: a Nº 9187 de 2009 (Mato Grosso) e a Nº 13.971 de 2010 (São Paulo).
No Mato Grosso, a lei ainda aguarda regulamentação.
Ou seja, há muito a avançar.
Antes de virar sinônimo de gênio, foi um bebê prematuro que precisou de cuidados — e os recebeu, num tempo em que isso não era garantido para ninguém.
Essa parte costuma sumir quando se fala do homem que reescreveu as leis do universo.
Já adulto, construiu uma das carreiras mais prolíficas da história da ciência: mais de 300 trabalhos científicos, mais de 150 obras não científicas.
Desenvolveu a Teoria da Relatividade Geral — um dos dois pilares da física moderna, ao lado da mecânica quântica.
Viajou pelo mundo, palestrou em universidades conceituadas, conheceu chefes de Estado e celebridades. Mas o que chama atenção não é só o volume.
É a consistência.
Em 1921, recebeu o Prêmio Nobel de Física "por suas contribuições à física teórica" — especialmente pela descoberta da lei do efeito fotoelétrico, que foi fundamental para a teoria quântica ganhar forma.
Às vésperas da 2ª Guerra Mundial, radicado nos Estados Unidos, Einstein ajudou a alertar o presidente Franklin Delano Roosevelt: a Alemanha poderia estar desenvolvendo uma arma atômica.
Sua sugestão deu origem ao que se tornaria o Projeto Manhattan. Apoiou as forças aliadas — mas denunciou o uso da fissão nuclear como arma.
Nem toda ideia que você coloca no mundo termina como você esperava.
Suas descobertas o tornaram celebridade mundial — convidado por chefes de Estado e autoridades do mundo inteiro.
A palavra "Einstein" virou sinônimo de gênio, e não sem razão.
Em 1999, cem físicos renomados o elegeram o mais memorável físico de todos os tempos.
No mesmo ano, a revista TIME foi além: classificou Einstein como a pessoa do século XX — não só da ciência, mas da história inteira.
Trabalhou até quase o fim da vida, afiliado ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton.
Morreu em 18 de abril de 1955, no Hospital de Princeton, com 76 anos. Começou como prematuro numa época em que sobreviver era incerto.
Terminou como a pessoa do século. Se isso não é um argumento pelo cuidado neonatal, não sei o que é.
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