Dia das Nações Unidas 2026

Data Comemorativa
Próximo Dia das Nações Unidas 24 de Outubro de 2026 | Sábado
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Sobre Dia das Nações Unidas

24 de outubro de 1945.

Cinco países ratificam a Carta das Nações Unidas — e a ONU passa a existir.

É essa data que o Dia das Nações Unidas celebra todo 24 de outubro, um marco que, no Brasil, tem status oficial em Minas Gerais desde 1948.

A formalidade dos decretos pode parecer burocracia, mas o que está por trás é a história de como o mundo tentou, de uma vez por todas, organizar a paz.

Os cinco países que tornaram a Carta vigente eram os membros do Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos, França, Reino Unido, República da China — depois substituída pela República Popular da China — e a então URSS, mais tarde sucedida pela Federação Russa.

A Carta de São Francisco

"Carta das Nações Unidas" ou "Carta de São Francisco" — os dois nomes se referem ao mesmo documento: o acordo que criou a ONU, assinado em 26 de junho de 1945 na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, por 50 dos 51 Estados membros originais.

A Polônia, única exceção, assinou depois.

O Brasil estava lá, representado pelo diplomata Pedro Leão Veloso.

A assinatura aconteceu enquanto as últimas batalhas da Segunda Guerra Mundial ainda eram travadas.

A proposta era criar uma organização que substituísse a Liga das Nações como entidade máxima de discussão do direito internacional e fórum de relações supranacionais.

A Carta é um acordo constitutivo — o equivalente a uma constituição para as relações entre países.

Todos os signatários estão sujeitos aos seus artigos.

Mais do que isso: ela estabelece que as obrigações com a ONU prevalecem sobre quaisquer outras definidas em tratados distintos.

Por isso, assinar a Carta não é formalidade. É comprometimento.

Hoje, grande parte dos países do mundo já ratificou o documento — com uma exceção notável: a Santa Sé, que optou por continuar como Estado observador permanente, sem assinar oficialmente.

O que está na Carta

O documento é composto por um preâmbulo e artigos divididos em capítulos:

  • Capítulo I — princípios e propósitos da ONU, incluindo a manutenção da paz e segurança internacional
  • Capítulo II — critérios para se tornar membro da organização
  • Capítulos III a XV — a maior parte do documento, descrevendo os órgãos da ONU e seus respectivos poderes
  • Capítulos XVI e XVII — convênios para integrar a ONU à lei internacional já estabelecida
  • Capítulos XVIII e XIX — critérios para retificação e ratificação da Carta

O Gendarme Mundial

Mas qual foi o objetivo mais ambicioso da Carta?

Transferir o monopólio da força legítima de cada Estado para um poder central: o chamado "Gendarme Mundial".

O jurista, economista e sociólogo alemão Max Weber — nome completo Karl Emil Maximilian Weber — definiu que o Estado soberano moderno se caracteriza pelo "monopólio da força legítima" sobre seu território, garantindo a ordem internamente e sendo o senhor da guerra no exterior.

A Carta tenta deslocar essa prerrogativa para o Conselho de Segurança da ONU.

Segundo a Carta, a guerra pode ser considerada um ato legítimo — quase "natural" — nas relações entre Estados, uma delinquência cuja prevenção ou cessação é prerrogativa do Gendarme Mundial, ou seja, o Conselho de Segurança.

Porém, a Carta não garante a nenhum Estado que a ONU virá em sua defesa caso seja atacado.

O compromisso é que o Conselho de Segurança irá deliberar — e, se os membros chegarem a um acordo, alguma medida poderá ser tomada. Pode ser.

Talvez.

Cada um dos 5 membros permanentes pode vetar qualquer proposta de resolução sobre o conflito.

Mas isso tem um custo histórico enorme: durante a Guerra Fria, a Guerra do Vietnã e a do Afeganistão escaparam de qualquer deliberação — em ambos os casos, pelo menos uma superpotência deixava claro que recorreria ao veto.

O Artigo 51 da Carta reconhece esses limites ao estabelecer que "nada na presente Carta prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva no caso de ocorrer um ataque armado contra um Membro das Nações Unidas".

Ou seja, o Gendarme Mundial age, se puder agir — e todo Estado pode terminar por se ver só diante do seu agressor.

A Declaração dos Direitos

Apesar de tudo isso, a ONU tem representado um papel importante no cenário mundial.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 10 de dezembro de 1948, é um dos resultados mais concretos dessa atuação — proclamada pela Resolução Nº 217-A III da ONU em resposta às crueldades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial.

Pela primeira vez na história, trinta artigos de direitos humanos foram reunidos e codificados num único documento, elaborado pela nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

À frente da comissão estava Eleanor Roosevelt — ex-Primeira-Dama, mas muito mais do que isso: uma das vozes mais incisivas pela causa dos direitos humanos do século XX.

Os Estados Membros se comprometeram a trabalhar juntos para promover esses trinta artigos — e esse compromisso produziu resultados concretos.

Muitos desses direitos fazem parte hoje das leis constitucionais de países democráticos, inclusive o Brasil.

Se você já ouviu falar em direito à dignidade, à igualdade ou à liberdade de expressão, está falando do legado direto desse documento.

O preâmbulo e o Artigo I da Declaração proclamam:

> "O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem...

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos."

Perguntas Frequentes

24 de Outubro de 2026 | Sábado

Dia das Nações Unidas é data comemorativa no Brasil.

24 de outubro de 1945. Cinco países ratificam a Carta das Nações Unidas — e a ONU passa a existir. É essa data que o Dia das Nações Unidas celebra todo 24 de outubro, um marco que, no Brasil, tem status oficial em Minas Gerais desde 1948.

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