Rio de Janeiro.
Um grupo de militares liderados pelo Marechal Deodoro da Fonseca dá um golpe no Império — e o Brasil deixa de ser uma monarquia.
É essa data que o país celebra todo ano como feriado nacional.
Mas você sabe o que, de fato, levou ao fim de uma monarquia que durou quase 70 anos?
Deodoro instaurou uma república provisória e se tornou o primeiro presidente do Brasil.
O país era o único independente do continente americano ainda governado por um imperador — uma ilha monárquica num oceano de repúblicas.
A independência havia sido conquistada em 7 de setembro de 1822, com a assinatura do decreto por Dona Leopoldina e a ação de Pedro I, mas a monarquia sobreviveu mais 67 anos.
O 15 de novembro foi instituído como feriado nacional pela Lei nº 662, de 06 de abril de 1949.
Depois da Guerra do Paraguai, os militares voltaram para casa sem o reconhecimento que esperavam. Exigiram mais espaço, mais voz, mais poder.
A Igreja também entrou em rota de colisão com o Imperador, que detinha poder de interferir na organização do clero no Brasil — a chamada "Questão Religiosa" gerou um descontentamento generalizado entre bispos, padres e demais membros da Igreja Católica.
Mas o que realmente potencializou o movimento republicano foi a abolição da escravatura, pela Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888.
Os grandes proprietários rurais escravocratas não receberam nenhuma indenização pela perda dos seus escravos.
Por isso, viraram as costas ao Império. O resultado: isolamento total.
Dom Pedro II não quis ver o país em guerra civil. Ou seja: na madrugada do dia 16 de novembro, aceitou o exílio sem resistência.
A maioria das escolas brasileiras comemora a data com atividades lúdicas:
Aproveite a data para levar essas discussões para além da sala de aula — a Proclamação da República é uma aula de como a história se faz nas entrelinhas.
Letra: Medeiros de Albuquerque
Música: Leopoldo Miguez
> Seja um pálio de luz desdobrado.
> Sob a larga amplidão destes céus
> Este canto rebel que o passado
> Vem remir dos mais torpes labéus!
> Seja um hino de glória que fale
> De esperança, de um novo porvir!
> Com visões de triunfos embale
> Quem por ele lutando surgir!
>
> Liberdade! Liberdade!
> Abre as asas sobre nós!
> Das lutas na tempestade
> Dá que ouçamos tua voz!
>
> Nós nem cremos que escravos outrora
> Tenha havido em tão nobre País...
> Hoje o rubro lampejo da aurora
> Acha irmãos, não tiranos hostis.
> Somos todos iguais! Ao futuro
> Saberemos, unidos, levar
> Nosso augusto estandarte que, puro,
> Brilha, ovante, da Pátria no altar!
>
> Liberdade! Liberdade!
> Abre as asas sobre nós!
> Das lutas na tempestade
> Dá que ouçamos tua voz!
>
> Se é mister que de peitos valentes
> Haja sangue em nosso pendão,
> Sangue vivo do herói Tiradentes
> Batizou este audaz pavilhão!
> Mensageiros de paz, paz queremos,
> É de amor nossa força e poder
> Mas da guerra nos transes supremos
> Heis de ver-nos lutar e vencer!
>
> Liberdade! Liberdade!
> Abre as asas sobre nós!
> Das lutas na tempestade
> Dá que ouçamos tua voz!
>
> Do Ipiranga é preciso que o brado
> Seja um grito soberbo de fé!
> O Brasil já surgiu libertado,
> Sobre as púrpuras régias de pé.
> Eia, pois, brasileiros avante!
> Verdes louros colhamos louçãos!
> Seja o nosso País triunfante,
> Livre terra de livres irmãos!
>
> Liberdade! Liberdade!
> Abre as asas sobre nós!
> Das lutas na tempestade
> Dá que ouçamos tua voz!
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: