Você já ouviu falar no Dia do Economista Doméstico? Pois é — dia 21 de outubro é quando se comemora, de forma extraoficial, essa data.
A data chegou a ser proposta na Câmara dos Deputados pelo Projeto de Lei Nº 3.209, de 16 de setembro de 1992 — mas acabou arquivado em junho de 1994.
Por que essa data?
Porque foi em 21 de outubro de 1985 que se sancionou a Lei Nº 7.387, regulamentada depois pelo Decreto Nº 92.524 de 1986.
Foi essa lei que estabeleceu as regras para o exercício da profissão de economista doméstico no Brasil.
Ou seja, a profissão tem raízes bem mais antigas do que muita gente imagina.
Na prática, a missão é bem mais ampla do que parece: promover o desenvolvimento humano e melhorar a qualidade de vida — da família, de grupos e da coletividade como um todo.
Alimentação, habitação, higiene, vestuário, saúde, educação do consumidor — tudo isso entra no escopo.
A lei brasileira define as competências de forma bem detalhada — e a lista é longa.
Planejar, elaborar, programar, implantar, dirigir, coordenar, orientar, controlar, supervisionar, executar, analisar e avaliar.
Tudo isso aplicado a estudos, trabalhos, programas, planos, projetos e pesquisas em economia doméstica e educação familiar.
Ou seja, qualquer atividade voltada ao atendimento das necessidades básicas da família e de outros grupos, tanto em instituições públicas quanto privadas.
Mas não é só isso.
Ele também atua no planejamento e execução de estudos, programas e projetos de educação e orientação do consumidor — ajudando na aquisição e no uso de bens de consumo e serviços utilizados pela família e outros grupos.
A mesma lei abre espaço para que o economista doméstico integre equipes em diversas frentes:
E na prática, onde esse profissional realmente aparece?
Com a consolidação da profissão ao longo dos anos, o economista doméstico brasileiro passou a ocupar espaços bem variados: comércio, indústria, escolas, creches e até o setor de habitação popular.
Nas empresas, por exemplo, ele simplifica a rotina dos serviços e ajuda a aproveitar melhor os recursos.
Planejando cardápios para os trabalhadores, averiguando as condições de higiene dos alimentos e dos refeitórios.
Já na indústria, o papel muda um pouco — interpretar as necessidades do consumidor e contribuir para o aperfeiçoamento de produtos.
O atendimento ao público é um dos campos que tende a crescer nessa área.
E não para aí.
Projetos de residências de baixo custo, apoio a comunidades rurais, suporte a pequenas empresas de agricultura familiar — o leque é amplo.
Por isso, quem escolhe essa profissão dificilmente fica sem campo de atuação.
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