Você sabe o que aconteceu em 27 de setembro?
No Brasil, essa é a data oficial dedicada à doação de órgãos e tecidos — estabelecida pela Lei Nº 11.584, de 2007.
Mas o que pouca gente conhece é o que está por trás dessa escolha. Mas a coisa não parou por aí.
Além disso, vários estados criaram suas próprias iniciativas: São Paulo criou sua semana estadual de incentivo, Santa Catarina lançou outra de esclarecimento, e a Bahia instituiu um dia estadual de conscientização.
Cada estado, do seu jeito, tentando colocar o assunto na mesa.
A escolha do 27 de setembro não foi aleatória.
A data homenageia São Cosme e São Damião, considerados padroeiros dos transplantes. O motivo?
Segundo a tradição, os dois santos teriam feito algo impensável: amputaram a perna gangrenada de um sacristão e colocaram no lugar a perna de um etíope recém-falecido.
Ou seja, o que seria o primeiro transplante da história da humanidade. Isso é tido como o primeiro transplante da história.
E a cena ficou imortalizada: por volta de 1500, o pintor espanhol Fernando Del Rincón retratou o milagre num quadro que até hoje está exposto no Museo del Prado, em Madri.
Coincidência ou não, o Chile também celebra nessa mesma data o seu dia nacional do doador de órgãos.
A razão, porém, é outra — e bem mais recente.
Em 27 de setembro de 1995, faleceu Pamela Andrea Toledo Ortiz, uma menina chilena de 12 anos, da cidade de Talca.
Pamela tinha manifestado em vida a vontade de doar seus órgãos caso morresse.
Poucas semanas depois dessa declaração, ela perdeu a vida por conta de um aneurisma cerebral.
A família respeitou o desejo da menina.
E essa decisão — feita em meio à dor — permitiu que outros chilenos sobrevivessem e tivessem uma vida melhor.
Um gesto pequeno com um impacto enorme.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: