Você já parou pra pensar que existe um dia inteiro dedicado só à saúde da sua boca?
O Dia Mundial da Saúde Bucal é celebrado em 20 de março e tem uma história curiosa por trás.
A data foi definida pela Federação Dental Mundial (WDF) depois de uma decisão tomada no primeiro Congresso Mundial Anual de Dentes, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 24 e 27 de outubro de 2007.
Mas nem sempre foi assim — antes, a comemoração acontecia em 12 de setembro.
Por que essa data?
Para homenagear o nascimento do odontologista francês Charles Édouard Godon, nascido em 12 ou 18 de setembro de 1854, fundador da própria WDF.
Além disso, 12 de setembro marca a Declaração de Alma-Ata, considerada a primeira declaração internacional a destacar a importância da atenção primária em saúde — algo que a OMS defende até hoje como pilar de uma saúde universal.
Essa declaração saiu da Conferência Internacional sobre Cuidados Primários em Saúde, promovida pela OMS em 1978, na cidade de Alma-Ata — na época, ainda União Soviética.
No fim das contas, por questões práticas de organização, a WDF transferiu a comemoração para 20 de março.
Saúde bucal vai muito além da estética.
A boca inteira precisa de atenção: dentes, gengivas, ossos da face e todas as estruturas de suporte.
Ou seja, cuidar bem da boca afeta o corpo inteiro — e muita gente não faz essa conexão.
Manter os dentes livres de cáries e prevenir doenças na gengiva faz parte do pacote.
O descuido com a boca mexe na aparência, no bem-estar, na autoestima. Mexe até no sono e no comportamento de crianças.
Compromete também a capacidade de se alimentar direito — e aqui entra um ciclo: uma alimentação balanceada ajuda a melhorar a saúde bucal.
A importância da saúde oral independe da idade, mas ganha peso com o tempo.
Cada vez mais idosos conseguem manter seus dentes naturais, o que é ótimo.
Porém, muitos deles têm menor acesso a serviços dentários, seja por questões financeiras ou por falta de cobertura nos planos de saúde.
Sabe o que acontece quando a saúde bucal vai mal?
A inflamação das gengivas pode atingir o osso que sustenta os dentes.
As placas dentárias — aquela camada de bactérias que cresce sem parar, engrossa e gruda nos dentes — são o início do problema.
Não removeu na limpeza? Vira tártaro.
O tártaro contribui para a infecção da gengiva.
Se a doença não é tratada, a pessoa pode perder dentes e aumentar o risco de outras doenças.
As bactérias da placa podem chegar aos pulmões, causar pneumonia e piorar o funcionamento respiratório.
Pacientes com diabetes, por exemplo, têm maior risco de inflamação nas gengivas.
Por isso, precisam redobrar a atenção com a boca.
Quer manter um sorriso saudável?
O caminho é mais simples do que parece:
E sobre a escovação: nem corrida, nem eterna.
Dois minutos bastam. A maioria das pessoas não chega nesse tempo.
Os movimentos devem ser suaves e curtos, com atenção especial à região onde os dentes encontram a gengiva, aos dentes mais posteriores e aos dentes com restaurações.
Fontes:Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: