8 de julho. Essa data existe porque alguém resolve dormir enquanto o padeiro já está de pé. Você já acordou às 4h da manhã? O padeiro, sim — todo dia.
O Dia do Panificador — também chamado de Dia do Padeiro — homenageia os profissionais que fabricam os pães, a partir das mais variadas receitas. A panificação é uma das atividades mais antigas que existem, e alguns historiadores calculam que os primeiros pães surgiram há mais de 12 mil anos na Mesopotâmia, na atual região do Iraque.
O pão é feito com os mais diversos grãos — trigo, centeio, milho, cevada. Pode ou não levar fermento. Por isso cai bem em qualquer refeição, do café da manhã ao jantar. No Brasil, pra exercer a profissão é preciso fazer um curso técnico de panificação e confeitaria — ou seja, colocar a mão na massa de verdade. E não é pra qualquer um: exige técnica, resistência e paixão pelo que faz. Parece pouco? Tente acordar às 4h amanhã.
O Dia do Panificador foi criado em homenagem à Santa Isabel de Portugal, conhecida popularmente como a "padroeira dos padeiros". A explicação está numa história do século XIV.
Portugal enfrentava uma crise intensa e a fome tomava conta da população. A rainha Isabel de Aragão, sem que o rei soubesse, distribuía pães de forma anônima para os mais pobres. Porém, num certo dia, o rei D. Dinis I a interceptou quando ela estava a caminho de distribuir os pães e exigiu saber o que ela escondia no avental.
Ela disse que carregava rosas. Ele pediu para ver. Ao abrir o avental, várias rosas caíram ao chão — e os súditos que estavam ali para receber o pão começaram a gritar: "Milagre! Milagre!".
Da próxima vez que entrar numa padaria, olha pro padeiro nos olhos e agradece. Não precisa de discurso. Uma palavra já basta. Afinal, tem gente que acorda às 4h pra garantir que o seu café da manhã esteja pronto. O mínimo é o reconhecimento.
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