Dia da Mulher Taxista 2026

Data Comemorativa
Dia da Mulher Taxista 2026 já passou 10 de Março de 2026 | Terça-feira
Próximo Dia da Mulher Taxista 10 de Março de 2027 | Quarta-feira
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Sobre Dia da Mulher Taxista

Em São Paulo, 10 de março é o Dia da Mulher Taxista.

Você provavelmente não sabia disso — e tudo bem, porque nem os registros oficiais deixam muito claro o porquê.

Depois de muita pesquisa, incluindo a leitura completa do Projeto de Lei Nº 45 da Câmara de Vereadores de São Paulo, os motivos específicos para a escolha dessa data ainda não ficaram de todo claros.

O que fica claro é que o Decreto Nº 56.485, de 8 de outubro de 2015, que criou a categoria de Táxi Preto na capital paulista, também reservou 1.250 autorizações e alvarás para mulheres taxistas — mulheres que, além de cuidar do lar e dos filhos, ainda arranjam tempo para se dedicar ao transporte oficial de passageiros.

A Pioneira

Russey era mecânica especializada.

Antes do táxi, trabalhava consertando automóveis e conseguia reparar carros melhor do que a maioria dos homens da época.

Elegante, profissional, completamente independente — numa época em que as mulheres sequer podiam votar. Pense nisso.

Ela poderia se dar ao luxo de não depender única e exclusivamente do táxi, mas escolheu a profissão — e abriu uma estrada, no sentido literal e figurado, para outras mulheres entrarem na indústria do transporte de passageiros ao redor do mundo.

Mulheres ao Volante

Depois de Russey, taxistas femininas viraram algo corriqueiro.

No Brasil não é diferente — mas o caminho até aqui não foi exatamente simples.

Influenciadas por maridos ou pais, atraídas pela flexibilidade de horário e pela possibilidade de uma renda razoável, mulheres foram chegando à profissão aos poucos.

A Adetax — Associação das Empresas de Táxis de Frota do Município de São Paulo — registra demanda constante de mulheres interessadas em trabalhar como taxistas.

Dos 3.800 táxis das empresas da capital paulista, mais de 5% já são dirigidos por mulheres, o que representa mais de 200 taxistas femininas só nesse segmento.

São Paulo tem aproximadamente 34 mil táxis no total, e o então presidente da Adetax, Ricardo Auriemma, avalia que essa proporção provavelmente se repete na categoria como um todo — colocando a estimativa em mais de 1.700 mulheres trabalhando no transporte oficial de passageiros na cidade.

Segundo a Adetax, são três os principais motivos que levam mulheres à profissão: influência de marido ou pai, flexibilidade de horário e possibilidade de boa renda financeira.

Ou seja: os mesmos motivos que levam qualquer pessoa a escolher qualquer trabalho.

Na Prática

Ivone Pereira dos Santos, 50 anos, começou em 2011.

Ela já tinha o Condutax — o cadastro pessoal e intransferível que habilita o cidadão a exercer a atividade de taxista na capital paulista — e tinha no ex-marido uma referência direta na profissão.

"Posso definir meus horários e conciliar o trabalho com minhas outras obrigações", disse ela.

Para Auriemma, mais mulheres na profissão é algo positivo — e ele não está sendo condescendente ao dizer isso.

"O bom profissional independe do gênero.

E as mulheres são, muitas vezes, até mais cuidadosas no trânsito." Ele acrescenta que a profissão de taxista, como qualquer outra, exige disposição e paciência para construir e ampliar a clientela — até chegar ao ponto em que a sorte importa cada vez menos e a rede formada ao longo do tempo faz o trabalho.

Apps e Iniciativas

Listas informais de taxistas mulheres, feitas principalmente por coletivos feministas e circulando pelo Facebook e WhatsApp, já são populares no Brasil.

No mundo, aplicativos no estilo Uber, mas exclusivamente com condutoras femininas, também ganham espaço.

O SheTaxi surgiu em 2014 nos Estados Unidos.

Em Nova Delhi, capital da Índia, existe um serviço que as passageiras chamam de "táxis para Mulheres por Mulheres" — dedicado ao transporte seguro de mulheres em uma cidade com histórico de violência.

No Rio de Janeiro, o Táxi Rosa foi criado em 2016 com proposta parecida: um adesivo rosa circular na traseira do carro identifica o veículo, e as passageiras podem escolher uma motorista mulher em prol da segurança de ambas.

Na capital paulista, o FemiTaxi — com apoio do SIMTETAXIS-SP, Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo — funciona por aplicativo para iOS e Android, conta somente com mulheres taxistas e não aceita motoristas particulares.

O serviço nasceu a partir de denúncias de assédio e violência contra usuárias, mas também com base em dados concretos.

Uma pesquisa da 99 Taxi, feita por e-mail com 1,8 milhão de usuários da plataforma, constatou que 56,5% das usuárias gostariam de ter a opção de ser conduzidas por taxistas mulheres, enquanto 23% achavam importante que o motorista não tivesse acesso aos seus dados e 20,8% preferiam poder compartilhar o trajeto com um amigo.

Outra pesquisa da 99 Taxi, com 16 mil entrevistadas, mostrou que 58% queriam a opção de motorista feminina.

O medo do assédio, a maior afinidade e o desejo de incentivar outras mulheres no mercado de trabalho estão entre os principais motivos.

Em Recife, o público feminino desse tipo de serviço chega a 50% — acima da média brasileira, que fica em 45%. Os números falam por si.

Por isso, a pergunta não é mais se há espaço para mulheres taxistas no Brasil. A pergunta é por que demorou tanto.

Perguntas Frequentes

Dia da Mulher Taxista em 2026 foi em 10 de Março de 2026 (Terça-feira) e já passou. A próxima Dia da Mulher Taxista será em 10 de Março de 2027 (Quarta-feira).

Dia da Mulher Taxista é data comemorativa no Brasil.

Em São Paulo, 10 de março é o Dia da Mulher Taxista. Você provavelmente não sabia disso — e tudo bem, porque nem os registros oficiais deixam muito claro o porquê.

Dia da Mulher Taxista nos Próximos Anos

  • 10 de Março de 2027 | Quarta-feira
  • 10 de Março de 2028 | Sexta-feira
  • 10 de Março de 2029 | Sábado
  • 10 de Março de 2030 | Domingo
  • 10 de Março de 2031 | Segunda-feira