24 de setembro. Matas ciliares foram desmatadas por décadas no Paraná, e os rios pagaram o preço.
O Dia da Mata Ciliar foi instituído pela Lei Nº 17.087, de 21 de março de 2012, próximo ao início da Primavera — quando a natureza já sinaliza que é hora de plantar e proteger.
A data existe para que esse problema não caia no esquecimento.
A mata ciliar tem muitos nomes — mata de galeria, mata de várzea, vegetação ripária, floresta ripária —, mas todos apontam para a mesma coisa: a formação vegetal que cresce às margens de rios, córregos, lagos, represas e nascentes.
O nome importa menos do que o papel que ela cumpre. "Ciliar" vem de cílio, aquelas estruturas que protegem os olhos.
A comparação é precisa: é exatamente isso que a mata faz pelos corpos d'água.
Não é enfeite de margem de rio.
É infraestrutura viva.
A mata ciliar mantém a biodiversidade da flora e da fauna nas proximidades das águas, servindo de abrigo, fonte de alimento, espaço de reprodução e proteção para plantas e animais.
Além disso:
O Código Florestal Federal é direto: mata ciliar é APP — Área de Preservação Permanente.
A lei define exatamente quanto de vegetação precisa existir ao redor de cada rio, lago, represa ou nascente. Não é sugestão.
É obrigação.
A comemoração no Paraná existe justamente para reforçar isso. Não basta que a lei exista.
Por isso, 24 de setembro é o momento de olhar para o rio mais próximo e perguntar: ainda há mata nas margens?
Se não há, já passou da hora de plantar.
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