Você sabia que a indústria aeronáutica brasileira nasceu de um único voo?
Em 17 de outubro de 1935, um biplano decolou no Campo dos Afonsos — e a aviação nacional entrou em outra fase.
Era o Muniz M-7, o primeiro biplano construído no Brasil e o primeiro modelo fabricado em série no país.
Ou seja, antes dele não havia indústria aeronáutica; depois dele, havia.
Por isso a data virou celebração: todo ano em 17 de outubro, a FAB comemora o Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira.
Avião para dois tripulantes, projetado para o treinamento primário de pilotos.
Quem o concebeu foi Antônio Guedes Muniz — Major do Exército, pioneiro da aeronáutica e, ao que tudo indica, um homem que não aceitava a ideia de o Brasil depender de aviões estrangeiros.
O protótipo, apresentado em 1935, saiu do Parque Central de Aeronáutica no Campo dos Afonsos — o mesmo lugar onde décadas depois o Brasil continuaria a escrever sua história na aviação.
Os aparelhos seguintes foram fabricados na Fábrica Brasileira de Aviões, na Ilha do Viana, no Rio de Janeiro.
Quase um ano depois do voo inaugural, em 30 de setembro de 1936, foram entregues os dois primeiros exemplares de uma série de 26 aparelhos.
Além disso, toda a fabricação ficou a cargo da Companhia Nacional de Navegação Aérea — sinal de que o projeto havia ganhado escala industrial de verdade.
O modelo que Guedes Muniz tinha idealizado, defendido em detalhe no 1º Congresso Nacional de Aeronáutica do Brasil e que muitos, provavelmente, duvidaram que sairia do papel.
Mas saiu. E nascia ali a indústria aeronáutica nacional.
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