Imagina mandar seu filho pra escola de pijama. De propósito.
É exatamente isso que acontece todo dia 20 de novembro em Portugal, e o motivo vai muito além de uma brincadeira.
O Dia Nacional do Pijama é uma comemoração extraoficial promovida pela Mundos de Vida.
Crianças de creches, jardins de infância e escolas do 1º ciclo vão para a aula vestidas de pijama. O objetivo?
Defender o direito de cada criança crescer numa família.
A data coincide com o Dia Universal das Crianças (Universal Children's Day).
Essa iniciativa nasceu em 2012 com uma finalidade bem concreta: sensibilizar Portugal para o acolhimento familiar e reduzir o número de crianças institucionalizadas.
O lema é simples e poderoso: "Momentos pijama são momentos família."
Além do dia na escola, a Missão Pijama organiza a maior Caminhada do Pijama do mundo, uma caminhada solidária que acontece todo dia 1º de junho, quando Portugal celebra o Dia Internacional da Infância.
Todo mundo vai de pijama, claro.
E a proposta não é ser um evento só para quem já corre ou caminha regularmente — é para toda a família, com a colaboração de centenas de escolas e instituições aderentes, levando os filhos pequenos junto.
"Cada passo nesta caminhada é, na verdade, um abraço que se dá a cada uma das mais de oito mil crianças institucionalizadas e uma promessa que os 25 mil portugueses esperados no evento não se esquecem delas, incentivando, com a sua presença, outros a juntarem-se a esta causa."
Mas por que tudo isso importa tanto?
Porque os números são duros.
Em 2013, a União Europeia fez uma recomendação direta a Portugal: parem de institucionalizar crianças e incentivem o acolhimento familiar.
Os dados explicam a urgência — cerca de 8.142 crianças viviam em centros e lares de acolhimento, o que correspondia a 96% do total das crianças separadas de seus pais.
Apenas 4% viviam com uma família.
Pra ter uma referência: na França, esse número é de 64%.
Na Inglaterra, 77%.
O povo português é solidário — disso ninguém duvida. Ou seja, o potencial pra mudar esse cenário existe.
Mas a mudança, como aconteceu em outros países, passa por sensibilização e por quebrar uma cultura de institucionalização que ainda prevalece nas estruturas do país.
Não é simples.
Mas é possível.
A Mundos de Vida foi fundada em 1984 e faz parte das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) em Portugal.
Com 80 colaboradores, presta apoio a mais de 500 crianças e idosos.
O foco é claro: garantir direitos e responder às necessidades de crianças, idosos e suas famílias — especialmente nas situações de maior vulnerabilidade.
Tudo isso com uma visão humanista, baseada em solidariedade, inovação e profissionalismo.
Você já ouviu falar no Dia Universal das Crianças?
É uma comemoração internacional recomendada pela Assembleia Geral da ONU desde 1954.
É celebrado oficialmente em países como Bangladesh, Canadá, Egito e Paquistão, com apoio do UNICEF.
A data marca dois momentos fundamentais:
No Brasil, a Convenção foi ratificada e promulgada em 1990.
E a data da promulgação — 21 de novembro — virou o Dia Nacional do Compromisso com a Criança, o Adolescente e a Educação.
Nessa data de promulgação, os brasileiros celebram o Dia Nacional do Compromisso com a Criança, o Adolescente e a Educação, reafirmando o compromisso com a Convenção.
A Convenção se baseia em quatro princípios fundamentais:
A primeira referência a "direitos da criança" num instrumento jurídico internacional data de 1924, quando a Assembleia da Sociedade das Nações adotou uma resolução endossando a Declaração dos Direitos da Criança, promulgada no ano anterior pelo Conselho da União Internacional de Proteção à Infância (Save the Children International Union).
Esse documento ficou conhecido como Declaração de Genebra.
A Declaração de Genebra reconhecia que a criança deve ser protegida independentemente de raça, nacionalidade ou crença, deve ser auxiliada respeitando a integridade da família e deve ser colocada em condições de se desenvolver de maneira normal — material, moral e espiritualmente.
A criança deve ser alimentada, tratada, auxiliada e reeducada; o órfão e o abandonado devem ser recolhidos.
Em tempos de infortúnio, a criança deve ser a primeira a receber socorros.
Deve ser colocada em condições de ganhar a sua vida no momento oportuno, protegida contra qualquer exploração e educada no sentimento de que as suas melhores qualidades devem ser postas ao serviço do próximo.
Em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (fundado em 1945) recomendou a adoção da Declaração de Genebra para canalizar as atenções do pós-guerra para os problemas urgentes das crianças — e fundou no mesmo ano o UNICEF (Fundo de Emergência das Nações Unidas para as Crianças).
Em 1950, a Assembleia Geral decidiu que o Fundo deveria prosseguir por tempo indefinido, e seu nome foi alterado para Fundo das Nações Unidas para a Infância.
Em 1948, a Assembleia Geral adotou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, primeiro instrumento internacional que enuncia direitos de caráter civil, político, econômico, social e cultural de que todos os seres humanos — incluindo as crianças — devem beneficiar.
O artigo 25º reconhece que "a maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência".
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: