Todo ano, no dia 27 de novembro, o Brasil para para falar sobre câncer.
Não é por acaso: essa data existe para mobilizar a população em torno da prevenção, do diagnóstico precoce e dos serviços que, silenciosamente, salvam vidas por todo o país.
E o primeiro passo para combater a doença é entender o que ela é.
Você sabia que a maioria dos casos está ligada a fatores do ambiente e do nosso estilo de vida?
Todo câncer começa quando células do próprio corpo passam a se multiplicar de forma descontrolada — e o que acelera isso, na maior parte das vezes, são exposições e hábitos que podemos identificar e mudar.
As mudanças que nós mesmos provocamos nesse ambiente, somadas aos nossos hábitos cotidianos, respondem por boa parte dos diferentes tipos da doença.
No Brasil, os mais comuns são os cânceres de pele, pulmão, mama, estômago, colo uterino e próstata.
A boa notícia é que a prevenção está, em grande parte, nas nossas próprias mãos.
Algumas mudanças de hábito reduzem consideravelmente o risco de desenvolver a doença — e a maioria delas não exige nada além de uma decisão:
Para o diagnóstico precoce, dois exames são indispensáveis: a análise de sangue e o toque retal.
Homens acima de 45 anos devem realizá-los anualmente — e quem tem histórico familiar da doença precisa começar antes dos 40.
Ainda existe muito preconceito entre os homens em relação ao toque retal.
O desconforto é compreensível, mas ignorar esse exame pode custar caro.
É exatamente ele que permite detectar o câncer nas fases iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e as chances de cura são muito maiores.
Por isso, esse constrangimento de alguns minutos vale cada segundo.
A prevenção começa com um gesto simples: o autoexame.
Toda mulher deve realizá-lo regularmente, independentemente da idade.
Encontrou qualquer irregularidade no seio — um nódulo, uma mudança de textura, qualquer coisa fora do normal? Procure um médico imediatamente.
Não espere.
A partir dos 40 anos, a mamografia passa a ser necessária. Depois dos 50, deve ser feita anualmente, sem exceção.
Ou seja: não existe faixa etária em que o cuidado pode ser relaxado — ele só aumenta.
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