Psoríase: o que você precisa saber 2026

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Sobre Psoríase: o que você precisa saber

Você sabia que existe um dia dedicado ao combate à psoríase no Brasil? É 29 de outubro, instituído por lei desde 2006. A data acompanha o Dia Mundial de Combate à Psoríase, uma campanha global promovida pela IFPA. Mas por que isso importa?

O objetivo? Conscientizar sobre uma doença inflamatória de pele que atinge cerca de 120 milhões de pessoas no mundo. É hereditária, incurável — e não contagiosa. Mesmo assim, pelo aspecto das lesões e pela falta de informação, muita gente sofre discriminação na vida social, profissional e até no uso de espaços públicos. Sim, em pleno século XXI.

O que é psoríase

Psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele — e, antes de tudo, não é contagiosa. Esse é um ponto que muita gente ainda confunde. A doença é multigênica, ou seja, pode envolver vários genes, e tem incidência genética em cerca de 30% dos casos. Estresse, traumas físicos ou psíquicos podem desencadear a doença, que também pode estar associada a outras condições sistêmicas, como hipotireoidismo.

Mas não para aí. A psoríase pode agravar quadros de depressão maior, transtornos de ansiedade, diabetes, hipertensão, obesidade e problemas urinários. Acontece em homens e mulheres de qualquer idade, porém aparece com mais frequência na terceira década de vida.

As lesões são avermelhadas, descamativas, normalmente em placas bem delimitadas — podem coçar ou não — e surgem em qualquer parte do corpo. Couro cabeludo, cotovelos e joelhos são os locais mais comuns, mas mucosas, unhas e articulações também podem ser afetadas. A doença apresenta períodos de melhora e piora ao longo da sua evolução, e pode levar a uma queda significativa na qualidade de vida dos pacientes por conta da rejeição das pessoas ao redor.

O que piora o quadro

Fatores psicológicos, estresse, frio, baixa umidade, álcool e tabaco podem agravar a psoríase. Mas tem um ponto que merece atenção especial: os corticosteroides. O uso de medicamentos corticoides (cortisonas) injetáveis ou por via oral pode fazer a psoríase atingir 100% do corpo, na chamada psoríase eritrodérmica. Corticoides em cremes, pomadas e shampoos devem ser usados por poucas semanas e em áreas pequenas do corpo, para evitar efeitos adversos sistêmicos e locais na pele.

A causa mais frequente da psoríase é genética associada a fatores psicológicos. A escolha do tratamento precisa levar em conta a gravidade, a extensão do quadro clínico e o comprometimento psicoemocional do paciente.

Números e perfil

A psoríase atinge de 2 a 3% da população mundial — com maior frequência em pessoas brancas com vulnerabilidade genética, que representam cerca de 80% dos casos. Mas o que muita gente não sabe é que a psoríase vai além da pele. Ela é considerada uma doença sistêmica, inflamatória e imunomediada, ou seja, o processo inflamatório crônico pode atingir outros sistemas e órgãos, levando a alterações metabólicas como colesterol alto, resistência à insulina e obesidade. Para ter uma ideia: a psoríase já é considerada um risco cardiovascular independente.

Tipos de psoríase

A doença pode se manifestar de diversas formas:

  • Psoríase vulgar (em placas): a mais comum, presente em 80 a 90% dos casos. Lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas, que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos.
  • Psoríase palmoplantar: lesões que aparecem como fissuras nas palmas das mãos e nas solas dos pés.
  • Psoríase gutata (em gotas): caracterizada por numerosos pequenos pontos redondos parecidos com gotas (diagnóstico diferencial: pitiríase rósea, com lesão em forma oval). Essas "gotas" podem estar associadas à infecção estreptocócica da garganta e surgem em grandes áreas do corpo — tronco, membros e couro cabeludo.
  • Psoríase pustulosa: lesões não infecciosas com pus (pústulas), que podem ser generalizadas ou localizadas nas mãos e pés (pustulose palmoplantar). A pele debaixo e em torno das pústulas fica vermelha e macia.
  • Psoríase invertida (flexural): manchas lisas e inflamadas que aparecem em dobras da pele — genitais (entre a coxa e virilhas), axilas, excessos de gordura abdominal e embaixo das mamas (pregas inframamárias). Piora com atrito e suor, e é vulnerável a infecções fúngicas.
  • Psoríase artropática: envolve inflamação do tecido articular e conjuntivo, podendo afetar qualquer articulação — mas é mais comum nos dedos das mãos e dos pés, resultando em inchaço no formato de salsicha (dactilite). Também pode atingir quadris, joelhos e coluna (espondilite). Cerca de 5 a 40% das pessoas com psoríase sofrem comprometimento articular, com dor nas pontas dos dedos ou nas grandes articulações.
  • Psoríase eritrodérmica: inflamação generalizada e esfoliação da pele sobre a maior parte da superfície do corpo, acompanhada de coceira, inchaço e dor. Geralmente resulta de uma exacerbação da psoríase em placas instáveis, especialmente após retirada abrupta do tratamento sistêmico. Essa forma pode ser fatal — a inflamação extrema pode interromper a regulação da temperatura do corpo e comprometer a função de barreira da pele.
  • Psoríase ungueal: ocorre em 70 a 80% dos pacientes e produz mudanças na aparência das unhas das mãos e dos pés — descoloração (amarelamento), linhas cruzando as unhas, espessamento da pele abaixo da unha e possível quebra e afrouxamento (onicólise).

Existem formas mais raras, como psoríase na córnea, orelha ou nariz. Múltiplas manifestações simultâneas no mesmo paciente são comuns.

Impacto real

Na maioria dos casos, a psoríase afeta apenas a pele. Porém, em cerca de 30% dos pacientes, há artrite associada — e é aí que o quadro fica mais complexo.

A psoríase afeta a pele — o órgão mais visível do corpo. E é justamente aí que mora o problema. Numa sociedade que muitas vezes julga mais pela aparência do que por qualquer outra coisa, quem convive com lesões visíveis enfrenta um peso emocional enorme. Por isso, o melhor cuidado que você pode oferecer a alguém com psoríase não é uma pomada. É apoio psicológico: ternura, carinho, afeto, atenção.

Alguns números ajudam a entender o peso dessa doença: mais de 70% dos pacientes sentem coceira moderada ou intensa. Cerca de 25% têm comprometimento nas articulações. E em 60% dos exames histopatológicos aparece o chamado abscesso de Munro-Sabouraud — um achado clássico da psoríase. Mais de 70% relatam dores nas articulações e 30% desenvolvem artrites. A doença se manifesta com inflamação nas células da pele.

Perguntas Frequentes

29 de Outubro de 2026 | Quinta-feira

Psoríase: o que você precisa saber é data comemorativa no Brasil.

Você sabia que existe um dia dedicado ao combate à psoríase no Brasil? É 29 de outubro, instituído por lei desde 2006. A data acompanha o Dia Mundial de Combate à Psoríase, uma campanha global promovida pela IFPA.

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