Você já parou pra pensar no que o 5 de junho realmente representa? A data carrega um peso que vai muito além do calendário.
Na Paraíba e no Rio de Janeiro, a data marca o Dia do Ecologista — instituído por leis estaduais específicas.
No caso dos cariocas, a coisa ficou até confusa: o estado também criou o "Dia da Ecologia e do Meio Ambiente" na mesma data. Resultado?
As duas comemorações acabam disputando espaço entre si — quase uma ironia para quem defende a harmonia ambiental.
Por que o 5 de junho?
A escolha não foi por acaso.
A data remete ao Dia Mundial do Meio Ambiente, criado pela Assembleia Geral da ONU em 1972, por meio da Resolução Nº 2994.
O objetivo era simples e direto: marcar a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano — a famosa Conferência de Estocolmo, realizada na capital sueca a partir de 5 de junho de 1972.
A primeira conferência mundial dedicada ao meio ambiente. Um marco.
Mas o que saiu de Estocolmo, na prática?
O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) nasceu ali. Mas não parou nisso.
Os países participantes também estabeleceram uma Declaração com 26 princípios e um Plano de Ações — cobrindo desde atitudes humanas até atividades econômicas e políticas públicas voltadas à proteção do planeta.
Era muita coisa pra uma única conferência.
Ou seja, o 5 de junho que a gente conhece como "dia do meio ambiente" tem raiz numa virada de chave global que aconteceu lá em 1972.
E os estados da Paraíba e do Rio de Janeiro aproveitaram essa mesma data pra homenagear quem está na linha de frente dessa luta: o ecologista.
Porque sem gente disposta a brigar por essa causa no dia a dia, nenhuma resolução da ONU sai do papel.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: