Você sabia que existe um dia dedicado aos diretores de escola?
Maranhão e Paraná celebram em 12 de novembro o Dia do Diretor e da Diretora de Escola.
O Maranhão instituiu a data pela Lei Nº 9.036, e o Paraná pela Lei Nº 15.405 — além de diversas cidades espalhadas pelo país que também adotaram a comemoração.
Por que 12 de novembro?
Boa pergunta.
Mesmo depois de muita pesquisa, leitura de projetos de lei e justificativas oficiais — incluindo a íntegra do Projeto de Lei Nº 744 da Assembleia Legislativa do Paraná —, não encontrei uma explicação clara para a escolha dessa data.
Diretores fazem diferença.
Muita diferença. Uma gestão competente muda os resultados de uma escola inteira.
Quem ocupa esse cargo comanda professores, coordenadores, funcionários e alunos.
Cuida da parte pedagógica, acompanha o dia a dia dos estudantes, resolve questões administrativas — projetos, orçamentos, obras — e ainda precisa atender os pais.
A função de diretor ou diretora, seja na rede pública estadual, municipal ou particular, carrega uma carga absurda de responsabilidades.
Muitas vezes o expediente normal não dá conta.
O preço recai sobre a própria família: há casos em que o diretor coloca dinheiro do próprio bolso para viabilizar obras ou comprar materiais, arriscando o patrimônio pessoal na administração do bem público.
A ajuda de custo? Tão pequena que raramente compensa o risco.
Mas os riscos não param por aí — e são bem reais.
Diretores enfrentam quadrilhas de tráfico de drogas que atuam dentro, fora ou nas proximidades das escolas.
Aqui entra uma hipótese interessante.
Em 12 de novembro de 1980, um grupo de profissionais ligados a problemas de aprendizagem — sobretudo psicopedagogos formados nos primeiros cursos de psicopedagogia de São Paulo — fundou a AEP (Associação Estadual de Psicopedagogos do Estado de São Paulo).
A ideia era criar um espaço que reunisse esses profissionais, promovesse eventos culturais e defendesse seus interesses.
Entre 1985 e 1986, a AEP virou ABPp — Associação Brasileira de Psicopedagogia.
Ou seja, deixou de ser estadual e passou a ser nacional: uma entidade científico-cultural, sem fins lucrativos, com núcleos em praticamente todos os estados.
De lá para cá, a ABPp acumulou vitórias importantes na luta pela regulamentação da profissão e segue promovendo conferências, cursos, palestras e congressos.
A transformação da associação estadual em nacional criou um efeito colateral curioso.
São Paulo ficou quase 20 anos sem representatividade própria dentro da ABPp.
Só em 26 de setembro de 2003 os paulistas fundaram a ABPp/Seção São Paulo, retomando os objetivos dos fundadores originais — mas ampliando o alcance, claro, de acordo com o contexto de uma nova época.
A multiplicação dos cursos de psicopedagogia pelo estado trouxe a necessidade de descentralização.
Ao mesmo tempo, a própria psicopedagogia deixou de girar exclusivamente em torno da clínica e dos problemas de aprendizagem.
Ela se institucionalizou — e, por meio da escola, passou a olhar para o processo de ensino e aprendizagem como um todo.
Um avanço e tanto.
Mesmo com pouco tempo de vida, a Seção São Paulo já realizou eventos em parceria com universidades — na capital, na região metropolitana e no litoral paulista.
Os temas? A inserção da psicopedagogia na instituição escolar e as questões que a escola enfrenta no dia a dia.
Além dos eventos culturais, a seção vem buscando formas efetivas de colaborar com a regulamentação da profissão e montando um trabalho social amplo voltado à formação de professores.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: