7 de abril.
Nas escolas públicas estaduais de Alagoas e do Amazonas, essa não é uma data qualquer — mas provavelmente poucos sabem por quê.
A Lei Nº 7.269/2011 instituiu o Dia de Combate ao Bullying nas escolas alagoanas.
O Amazonas fez o mesmo pela Lei Nº 110/2011.
Além das duas legislações estaduais, o Brasil inteiro reconhece a data como o "Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola".
Mas a escolha do 7 de abril não foi aleatória — está diretamente ligada ao Massacre do Realengo.
Wellington Menezes de Oliveira tinha 23 anos.
Entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, armado com dois revólveres, e começou a atirar contra alunos e funcionários.
Ao final, doze estudantes tinham morrido — todos entre 12 e 14 anos — e vinte e duas pessoas ficaram feridas.
Crianças.
O crime gerou comoção nacional, com o mundo inteiro de olho no Brasil.
A motivação nunca foi confirmada oficialmente.
Mas a nota de suicídio de Wellington, o testemunho público de sua irmã adotiva e o relato de um colega próximo apontam para o mesmo quadro: um jovem reservado, que sofria bullying, e que pesquisava intensamente sobre atentados e grupos fundamentalistas.
Ou seja, não foi um ato isolado do nada — havia uma história por trás.
Bullying é, na prática, violência com endereço certo.
São atos físicos ou psicológicos — intencionais, repetidos — praticados por uma pessoa ou grupo contra alguém que não consegue se defender.
O bully, o "valentão", não age por acidente: ele escolhe a vítima, repete o comportamento e se alimenta do desequilíbrio de poder.
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