No dia 19 de julho de 2016, o Diário Oficial da União trazia, na página 14 da Seção 1, a Portaria Nº 612 — assinada pelo então ministro da Educação José Mendonça Filho.
Com ela, o Centro Universitário de Araraquara deixava de existir e nascia a UNIARA: Universidade de Araraquara.
A data virou comemoração oficial.
A Lei Municipal Nº 8.788, de 14 de setembro de 2016, transformou o 19 de julho em data comemorativa da cidade — com os custos cobertos por parcerias privadas ou governamentais, sem ônus para o Município.
Você sabe qual é a diferença real entre um Centro Universitário e uma Universidade?
Não é só o cabeçalho do diploma.
Universidades têm autonomia para abrir novos cursos sem precisar pedir autorização ao Ministério da Educação.
Centros Universitários não têm esse poder.
Mas para conquistar esse status, não basta ter boas aulas — a instituição precisa oferecer ensino, pesquisa e extensão em várias áreas do saber, ou seja, produzir conhecimento e levar esse conhecimento para fora dos muros, para dentro da cidade.
A transformação da UNIARA foi aprovada com base no Parecer Nº 368, de 9 de junho de 2016, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, depois que o Regimento da instituição e seu Plano de Desenvolvimento Institucional foram confirmados em conformidade com a legislação vigente.
A mesma portaria também recredenciou o Centro Universitário, mantido pela Associação São Bento de Ensino — duas conquistas num único documento.
Conquistar o título de universidade não encerra o processo.
Abre.
Após a transformação, a UNIARA entra num ciclo de avaliação de 8 anos para manter o credenciamento.
Nesse período, a instituição precisa manter a articulação entre graduação e pós-graduação, ampliar a extensão, fortalecer pesquisa e iniciação científica, e implantar novos programas de pós-graduação stricto sensu — os chamados programas de especialização.
A universidade precisa provar, a cada ciclo, que merece continuar sendo chamada assim.
Essa conquista não ficou dentro do campus.
Na prática, isso significa uma instituição com autonomia para criar cursos, atrair pesquisa e responder às demandas locais — sem precisar esperar autorização de Brasília para agir.
O marco foi construído pelo trabalho de docentes, colaboradores e alunos; não foi algo que simplesmente aconteceu.
Mas além do reconhecimento formal, é o esforço coletivo de quem acredita que Araraquara merece uma universidade à altura da cidade.
A UNIARA não quer só oferecer diplomas.
Quer formar gente capaz de mudar o que precisa ser mudado — na cidade, na profissão, na vida.
Porque um país melhor começa com pessoas que sabem o que fazem e por quê fazem.
Por isso, a UNIARA segue investindo em infraestrutura técnica, biblioteca atualizada, laboratórios modernos e professores qualificados — a maioria mestres e doutores.
Compromisso com quem estuda ali, não discurso.
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