22 de setembro. A cidade inteira largando o carro na garagem — é o que a lei prevê, ao menos no papel.
O Distrito Federal tem motivo oficial para isso: a Lei Nº 3.721, de 19 de dezembro de 2005, que criou o "Dia da Jornada Na Cidade Sem Meu Carro" e também o "Dia da Mobilidade e da Acessibilidade em Favor do Uso da Bicicleta", como apoio ao World Car-Free Day.
Na prática, o Poder Executivo distrital fica responsável por organizar atividades que incentivem o transporte alternativo em vez do carro.
Ônibus, metrô, bicicleta — tudo o que não tem quatro rodas e tanque cheio. Mas a adesão é voluntária.
Ninguém é obrigado a deixar o carro parado, e aí está o problema.
A data tem raízes mais antigas do que a lei distrital — e mais antigas do que a maioria imagina.
Em 1997, a Inglaterra realizou a primeira edição nacional do evento.
Em 1998, a França aderiu com o "Journée En Ville sans ma Voiture": uma aposta em mostrar que dá para atravessar a cidade sem depender do carro.
Antes disso tudo, em 1994, o americano Eric Britton fez um chamado público pelo uso responsável de carros nas cidades durante uma conferência em Toledo, na Espanha — num mundo que ainda saía da ressaca da crise do petróleo de 1973.
Arrojado? Com certeza.
Mas também necessário.
Além disso, estudos já mostraram que, em trajetos curtos dentro das cidades, a bicicleta chega antes ao destino do que o carro.
Não é romantismo verde — é eficiência pura.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: