Segundo domingo de dezembro. Todo ano, sem exceção.
A data existe por um motivo bem direto: reconhecer que qualquer pessoa pode — e deveria — ter acesso a esse livro.
Para os cristãos, a Bíblia não é só um livro. É o guia. Chamam de "livro sagrado" porque acreditam que ali está a Palavra de Deus, sem filtro.
Foram várias pessoas que escreveram, em épocas completamente diferentes — mas, segundo a tradição cristã, todas teriam sido inspiradas por Deus para registrar exatamente o que ele queria comunicar.
Dezenas de autores e uma só autoria, digamos assim.
E no Brasil? A data ganhou status oficial só em 2001, com a Lei N.º 10.335.
A história começa em 1549, na Grã-Bretanha. Thomas Cranmer, primeiro arcebispo protestante de Cantuária, foi quem criou a celebração.
De lá, a ideia foi se espalhando.
Por aqui, o Dia da Bíblia começou a ganhar forma com a chegada dos primeiros cristãos evangélicos, em 1850.
Foi crescendo aos poucos, ganhando adesão década após década. O reconhecimento oficial? Só veio mais de um século depois, com a lei de 2001.
Mais de cem anos entre o início e a oficialização — isso diz muito sobre o processo.
Existe outra celebração dedicada à Bíblia: o dia 30 de setembro.
Por que essa data? Por causa de São Jerônimo, que morreu nesse dia, em 420.
Jerônimo era um padre erudito que traduziu a Bíblia do grego e do hebraico para o latim — sozinho. Um trabalho monumental para uma pessoa só.
Por isso a homenagem: sem essa tradução, boa parte do mundo cristão da época simplesmente não teria acesso ao texto.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: