Oito horas em pé, ao sol, sob chuva, respirando combustível.
A maioria das pessoas passa direto pelo posto sem nem olhar nos olhos do frentista — vai na rotina, coloca a mão no vidro, diz o valor, e sai.
Mas todo dia 20 de julho existe justamente para lembrar quem está do outro lado.
O Dia do Frentista é a homenagem a esses trabalhadores que fazem muito mais do que abastecer carros: orientam sobre combustíveis, indicam os melhores caminhos, cuidam da troca de óleo — e ainda recebem cada cliente com uma simpatia que virou marca da categoria.
É quase um guia turístico com jaleco e cheiro de gasolina.
Porém, o trabalho tem um custo alto.
A exposição constante a produtos tóxicos e inflamáveis pode causar danos sérios à saúde: cegueira, impotência, câncer, entre outras complicações graves.
Isso sem contar o desgaste de uma jornada extensa, de pé, sem proteção adequada contra as condições do tempo. O corpo paga a conta.
Mas tem algo que piora ainda mais esse cenário: os assaltos, cada vez mais frequentes nos postos.
Além do susto, muitas vezes o trabalhador sai ainda mais prejudicado — com o valor do furto descontado direto no contracheque.
Ou seja, além de ser vítima, ainda paga a conta. Isso é ilegal e precisa ser denunciado ao sindicato.
Apesar de tudo isso, os frentistas seguem — com dedicação e uma paciência que poucos trabalhos exigem tanto.
Por isso, a Contracs/CUT parabeniza todos os frentistas do Brasil pelo seu dia e reafirma: a luta por mais segurança, saúde e melhores condições de trabalho continua, e vocês não estão sozinhos nela.
Confira o calendário de feriados nas maiores cidades do Brasil: