Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical 2026

Data Comemorativa
Próximo Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical 08 de Outubro de 2026 | Quinta-feira
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Sobre Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical

8 de outubro.

Essa data tem um significado que a maioria das pessoas desconhece: foi nesse dia, em 2004, que aconteceu o primeiro transplante de medula óssea com sangue de cordão umbilical de doador brasileiro — realizado no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, no interior de São Paulo.

Doze anos depois, a data virou lei.

A Lei Nº 13.309, de 6 de julho de 2016, criou o Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical, celebrado todo 8 de outubro.

O objetivo é estimular a doação por meio da coleta de sangue do cordão umbilical e da placenta, feita logo após o parto, com o consentimento da mãe.

A proposta que originou a lei — o Projeto de Lei Nº 299, de 2010, do Senado Federal, convertido no PL Nº 5856 de 1º de julho de 2013 na Câmara — previa, na largada, uma semana inteira dedicada ao tema: a "Semana Nacional da Doação de Cordão Umbilical".

O tamanho do problema

Você sabe quantos brasileiros precisam de um transplante de medula óssea por ano? Cerca de 2.500.

Desses, aproximadamente 1.500 não conseguem encontrar um doador compatível dentro da própria família.

Ou seja, mais da metade depende de estranhos.

Segundo pesquisa do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, por conta das características genéticas da população brasileira, a probabilidade de um paciente encontrar doador compatível aqui dentro é trinta vezes maior do que a de encontrá-lo no exterior.

Mas o doador ideal — o chamado "irmão compatível" — só existe em cerca de 30% das famílias.

Para os outros 70%, é preciso buscar um doador alternativo nos registros públicos e nos bancos de sangue de cordão umbilical.

A taxa anual de transplantes no Brasil é de 2,5 por milhão de habitantes.

A média dos países desenvolvidos fica entre 7 e 10 — ou seja, fazemos menos de um terço do que poderíamos.

Dois fatores explicam essa diferença: o alto custo do procedimento e a baixa disponibilidade de doadores.

O paciente que entra na fila aguarda, em média, cerca de um ano. Tempo demais para quem depende disso para sobreviver.

Cordão umbilical como saída

O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco e pode ser usado na reconstituição hematopoética — por isso, ampliar sua disponibilidade é uma das formas mais diretas de aumentar as opções de transplante e reduzir custos.

Além disso, as células do cordão são menos agressivas para o organismo receptor do que as da medula óssea, o que significa que podem ser usadas em transplantes entre pessoas sem nenhum parentesco, com risco bem menor de rejeição.

Essas células podem ser conservadas por criogênese: um processo que trabalha com temperaturas inferiores a -190°C, usando nitrogênio líquido.

Processadas corretamente, ficam teoricamente viáveis por décadas.

Os bancos de armazenamento de sangue de cordão umbilical e placentário são, por isso, fontes essenciais para pacientes que aguardam transplante de medula.

A rede pública nacional

Desde setembro de 2004, o Brasil conta com a BrasilCord — rede pública criada, mantida e gerenciada pelo Ministério da Saúde, sob coordenação do INCA.

Em 2010, eram 9 unidades em funcionamento, com mais quatro previstas, reunidas num sistema digitalizado com apoio do BNDES.

A meta era ambiciosa: 65 mil unidades armazenadas em 5 anos.

Mas isso só seria possível com um aumento expressivo na doação — ainda pouco frequente no Brasil.

O preço de importar

O que acontece quando não existe doador compatível no país? O SUS e as famílias precisam importar o material.

E o impacto no custo é brutal: a coleta e o armazenamento de cada unidade no Brasil custam em torno de 3 mil dólares para o SUS, mas importar sangue de cordão umbilical de centros internacionais chega a cerca de 40 mil dólares por unidade.

Por isso, cada medida de conscientização — como a criação de uma data celebrativa — e cada avanço na expansão da rede pública de armazenamento é uma saída concreta para quem está na fila de espera.

Se você está grávida ou acompanha alguém que está, converse com a equipe médica sobre a doação do cordão umbilical.

O procedimento não tem custo, não interfere no parto e pode salvar uma vida que você jamais conhecerá.

Às vezes, a decisão mais importante cabe antes mesmo de o bebê nascer.

Perguntas Frequentes

08 de Outubro de 2026 | Quinta-feira

Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical é data comemorativa no Brasil.

8 de outubro. Essa data tem um significado que a maioria das pessoas desconhece: foi nesse dia, em 2004, que aconteceu o primeiro transplante de medula óssea com sangue de cordão umbilical de doador brasileiro — realizado no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, no interior de São Pa

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